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Itabira, 23 de fevereiro de 2024

PALAVRA DO PÁROCO Pe. Ueliton Neves da Silva MÊS DE julho  .  2023
TODAS AS PALAVRAS DO PÁROCO

“De geração em geração, a sua misericórdia” (cf. Lc 1, 50)

03/07/2023 . Palavra do Pároco

Iniciamos o segundo semestre com a sensação de que o tempo passa cada vez mais rápido, retomando, com expectativas e esperança, esta segunda metade do ano para que busquemos alcançar as metas e propósitos que nos desafiaram na entrada no novo calendário.

Muitas são as festas em nossa paróquia neste mês, a saber: 02 de julho, São Pedro, na comunidade dos Pedros, zona rural; de 17 a 24 de julho, 14º Oitavário de São Geraldo, no Santuário São Geraldo Majela, bairro Esplanada da Estação; de 26 a 29 de julho, tríduo e festa de São Cristóvão, na comunidade São Cristóvão, bairro São Marcos; de 27 a 30 de julho, tríduo e festa de Santa Ana, na comunidade Santa Ana, bairro Juca Rosa.

No dia 16 de julho iremos celebrar a festa litúrgica de Nossa Senhora do Carmo. Segundo a história, neste mesmo dia em 1251, a Virgem do Carmo aparece a São Simão Stock e entrega-lhe um escapulário, acompanhado de muitas promessas a quem o usasse. Na ocasião, a Ordem do Carmo encontrava-se em graves dificuldades. A partir dessa misericordiosa intervenção da Mãe de Deus, a Ordem Carmelita refloresceu em todo o mundo e o escapulário passou a percorrer sua milagrosa trajetória, como sinal de aliança de Nossa Senhora com os Carmelitas. Inicialmente, o escapulário era de uso exclusivo dos religiosos carmelitas. Mais tarde, a Igreja, querendo estender os privilégios e benefícios espirituais do seu uso a todos os católicos, simplificou seu tamanho e autorizou que sua recepção ficasse ao alcance de todos.

O Escapulário do Carmo, enquanto presente da Santíssima Virgem, é símbolo de uma consagração. Foi a própria Mãe de Deus que aludiu a essa consagração, quando disse a São Simão Stock: “… é um pacto de paz e amizade que faço contigo e todos os carmelitas…”. É como se dissesse: “Quero que este pacto que faço contigo, fundamentado em eterna amizade, seja expresso pelo uso contínuo do meu escapulário, como símbolo da consagração que fazes a mim ao recebê-lo”.

Duas são as promessas específicas de Nossa Senhora: “Quem morrer com o escapulário não padecerá o fogo do inferno” e “Nossa Senhora livrará do purgatório quem usar seu escapulário”. Ao fazer a sua promessa, Maria não quer dizer que uma pessoa que morra em pecado mortal se salvará. A morte em pecado mortal e a condenação são uma e a mesma coisa. A promessa de Maria deve ser entendida nestes termos: “Quem morrer revestido do escapulário, não morrerá em pecado mortal”. Para tornar isto claro, a Igreja insere, muitas vezes, a palavra “piedosamente” na promessa: “aquele que morrer piedosamente não padecerá do fogo do inferno”.

O escapulário, sinal de seguimento a Jesus e devoção mariana, representa o compromisso de seguir a Cristo como Maria o fez, ela que é modelo perfeito do seguimento Cristo. Este compromisso apresenta sua origem lógica no Batismo que nos transforma em filhos de Deus. A Virgem Maria nos ensina a viver abertos a Deus e à sua vontade, a escutar a voz de Deus na Sagrada Escritura e na vida, pondo em prática as suas exigências. Ensina-nos a orar fielmente sentindo a presença de Deus em todos os acontecimentos, a viver próximos de nossos irmãos e ser solidários com eles em suas necessidades.

O Escapulário do Carmo não é um amuleto mágico, garantia automática de salvação e nem uma desculpa para não se viver as exigências da vida cristã. Ele é um sinal representativo do compromisso do cristão de seguir Jesus Cristo como Maria. Ou seja, abertos à vontade de Deus, guiados pela fé e esperança, solidários com os necessitados, orando constantemente e descobrindo a presença de Deus em tudo. É um sinal que alimenta a esperança do encontro com Deus na vida eterna sob a proteção de Maria Santíssima.

No próximo dia 26 de julho, festa de São Joaquim e Sant’Ana, pais de Nossa Senhora e avós de Jesus Cristo, cada um de nós, jovem ou adulto, está convidado a prestar-lhes a devida homenagem. O Catecismo da Igreja Católica (n. 2199) nos ensina: “O quarto mandamento dirige-se expressamente aos filhos, nas suas relações com seu pai e sua mãe, porque esta relação é a mais universal. Mas diz respeito igualmente às relações de parentesco com os membros do grupo familiar. Exige que se preste honra, afeição e reconhecimento aos avós e antepassados”.

“De geração em geração, a sua misericórdia” (cf. Lc 1, 50): assim reza o Papa Francisco com o tema do III Dia Mundial dos Avós e dos Idosos. O tema leva-nos a um encontro abençoado: o encontro entre Maria, jovem, e sua parente Isabel, idosa (cf. Lc 1, 39-56). Esta, cheia de Espírito Santo, dirige à Mãe de Deus palavras que, dois milénios depois, cadenciam a nossa oração diária: “Bendita és Tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre” (1, 42). E o Espírito Santo, que já tinha descido sobre Maria, sugere-Lhe como resposta o Magnificat, onde proclama que a misericórdia do Senhor se estende de geração em geração. O Espírito Santo abençoa e acompanha todo o encontro fecundo entre gerações diversas, entre avós e netos, entre jovens e idosos. De fato, Deus quer que os jovens, como fez Maria com Isabel, alegrem os corações dos anciãos e extraiam sabedoria das suas experiências. Mas o primeiro desejo do Senhor é que não deixemos sozinhos os idosos, que não os abandonemos à margem da vida, como hoje, infelizmente, acontece com demasiada frequência.

Neste ano, registra-se uma proximidade estupenda entre a celebração do Dia Mundial dos Avós e dos Idosos e a Jornada Mundial da Juventude; no tema de ambas, sobressai a “pressa” de Maria (cf. 1, 39) quando visita Isabel, levando-nos assim a refletir sobre a ligação entre jovens e idosos. O Senhor espera que os jovens, ao encontrar os idosos, acolham o apelo a guardar as memórias e reconheçam, graças a eles, o dom de pertencerem a uma história maior. A amizade duma pessoa idosa ajuda o jovem a não cingir a vida ao presente e a lembrar-se que nem tudo depende das suas capacidades. Por sua vez, aos mais velhos, a presença dum jovem abre à esperança de que não se perderá tudo aquilo que viveram e se vão realizar os seus sonhos. Em resumo, a visita de Maria a Isabel e a consciência de que a misericórdia do Senhor se transmite duma geração à outra mostram que não podemos avançar – nem salvar-nos – sozinhos, e que a intervenção de Deus se manifesta sempre no conjunto, na história dum povo. É precisamente Maria quem no-lo diz no Magnificat, alegrando-se em Deus, que, fiel à promessa feita a Abraão (cf. 1, 51-55), realizou maravilhas novas e surpreendentes.

O Dia Mundial dos Avós e dos Idosos pretende ser um pequeno e delicado sinal de esperança para eles e para a Igreja inteira.

Queridos avós, queridos irmãos e irmãs idosos, que a bênção do Senhor encha de paz os vossos corações.