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Itabira, 19 de maio de 2026

PALAVRA DO PÁROCO Pe. Ueliton Neves da Silva MÊS DE maio  .  2026
TODAS AS PALAVRAS DO PÁROCO

Maria, mãe que intercede pela humanidade

06/05/2026 . Palavra do Pároco

Irmãos e irmãs, filhos e filhas, paz e bênção no Senhor.

Estamos no mês de maio, tempo oportuno para despertar e aprofundar em cada um de nós a devoção mariana, pois em Maria encontramos luzes e exemplos concretos para bem viver a nossa fé. De modo especial, quero referir-me à missão maternal de Maria, ainda mais que comemoramos neste mês o Dia das Mães.

Maria, escolhida por Deus para ser mãe do Salvador, não concluiu sua missão quando Jesus se tornou adulto e iniciou sua vida pública. Permaneceu mãe e na cruz adquiriu sua amplitude universal. Naquele momento, como os exegetas e o magistério têm afirmado muitas vezes, Maria se tornou “mãe de todos os homens”. Sua missão continua sendo a maternidade, caracterizada mais precisamente como “maternidade espiritual”. Tal missão se inicia com o testemunho da sua própria vida de discipulado e de santidade.

São João Paulo II, na Carta Encíclica Redemptoris Mater nos fala sobre o valor do sinal realizado por Jesus, em Caná, mediado por Maria Santíssima, presente no capítulo segundo do evangelista João: “ir ao encontro das necessidades do homem significa, ao mesmo tempo, introduzi-las no âmbito da missão messiânica e do poder salvífico de Cristo. Dá-se, portanto, uma mediação: Maria coloca-se entre o seu Filho e os homens na realidade das suas privações, indigências e sofrimentos. Põe-se no meio, isto é, faz de mediadora, não como uma estranha, mas na sua posição de mãe, consciente de que como tal pode, ou melhor, ‘tem o direito de’ apresentar ao Filho as necessidades dos homens. A sua mediação, portanto, tem um caráter de intercessão: Maria intercede por toda a humanidade. E não é tudo: como Mãe deseja também que se manifeste o poder messiânico do Filho, ou seja, o seu poder salvífico que se destina a socorrer as desventuras humanas, a libertar o homem do mal que, sob diversas formas e em diversas proporções, faz sentir o peso na sua vida” (RM 21). Analisando ainda o mesmo texto, o Papa destaca um “outro elemento essencial da missão maternal de Maria”: ela é “porta-voz da vontade do Filho, como quem indica aquelas exigências que devem ser satisfeitas, para que possa manifestar-se o poder salvífico do Messias”. Por isso ela indica: “Fazei o que ele vos disser” (Jo 2,5).

Mãe é o sinal mais próximo e profundo do amor de Deus por nós, enquanto testemunha do evangelho da vida. É expressão de uma vida toda entregue, de doação, de serviço, de carinho que aconchega e de força que dá coragem para o enfrentamento da vida e da missão.

No colo da mãe, o mundo é embalado. Não foi por acaso que o próprio Filho de Deus quis ter uma mãe para a sua entrada nesse mundo, assumindo, em sua condição divina, no ventre da Virgem Maria, também a natureza humana e ser por ela educado, no Lar de Nazaré.

Recitemos com fervor, em nossos dias, o que já se rezava no Século II: “Ao abrigo de vossa misericórdia nos refugiamos. Sob a vossa proteção recorremos, ó Santa Mãe de Deus”.

Meus irmãos e minhas irmãs, iremos celebrar entre os dias 21 e 30 de maio a novena e festa em honra à nossa excelsa mãe e padroeira paroquial, a bem-aventurada Virgem da Penha. É momento de celebrar a unidade pastoral e missionária. É a festa de todos e para todos nós. Por isso tenho a alegria em convidá-los para celebrar conosco todos os dias às 19h na Igreja Matriz de nossa Paróquia. A participação e presença de todos e das nossas comunidades eclesiais, pastorais, movimentos e serviços é que fará com que nossa festa seja ainda mais linda. Dediquemos, sobretudo neste mês, nossa homenagem a todas as mães, mulheres valentes e guerreiras. A vocês que trabalham em casa e também na Igreja e na sociedade, multiplicando suas horas; a vocês que, com seu companheiro, levam avante a vida em família; a vocês que, sozinha, assumiram ser mãe e pai; a vocês que não chegaram a “dar a luz”, mas é luz materna pra tanta gente; a vocês branca, negra, parda… jovem ou idosa, rica ou pobre; a vocês presentes na caminhada dos seus filhos ou, já, de junto de Deus, intercessora; a vocês de uma beleza sem par, que surpreende sempre, mulheres tradutoras de carinho, ternura e amor à toda prova. Seu outro nome é amor de Deus para o mundo. Enquanto, no mundo, houver uma mãe, haverá esperança de dias melhores.

Queremos dizer: Mãe, obrigado, muito obrigado! No calendário de nosso coração, pode ter a certeza, todos os dias são “Dias das Mães”. Sem você, o mundo é triste, sem cor, sem sabor e a vida, ah, a vida… tudo é mais difícil.

Pe. Ueliton Neves da Silva
Pároco

Imagem capa: Pexels